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Resistência à insulina no hipotálamo

Nas últimas décadas têm-se aumentado os casos de obesidade, devido ao acesso e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo. O excesso de nutrientes consumido é convertido por ação da insulina em gordura e armazenados nos adipócitos. Dessa forma, a obesidade pode promover resistência à insulina, aumentar o risco de Diabetes Mellitus e de outras doenças crônicas.

Além da resistência à insulina periférica, alguns estudos veem demonstrando resistência à insulina no Sistema nervoso central (SNC). Em alguns estudos experimentais a depleção de receptores de insulina no cérebro em ratos conduz à obesidade, hiperfagia e resistência à insulina. A sinalização de insulina no cérebro pode regular o metabolismo periférico, por suprimir a gliconeogênese hepática (produção de energia a partir de matéria-prima não habitual), independente dos níveis circulantes de insulina e glicose. Além disso, a ativação de insulina no hipotálamo induz a lipogênese e inibe a lipólise (quebra de gordura) no tecido gorduroso, enquanto que camundongos sem o receptor neuronal de insulina mostraram lipólise desenfreada e diminuição da lipogênese (formação de nova gordura). Essa disfunção nos adipócitos é caracterizada em incapacidade de armazenar lipídios e restringir lipólise, aumenta ácidos graxos circulantes e promove o estado inflamatório que pode causar ou agravar a resistência à insulina, ainda pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

O hipotálamo é um importante regulador do balanço energético e ingestão de alimentos. A resistência à insulina nesse local causa um desbalanço na gliconeogênese hepática e no controle da ingestão de alimentos. Nos neurônios que expressam Pró-opiomelanocortina (POMC), peptídeo relacionado à Agouti (AgRP) e neuropeptídeo Y (NPY) há grande expressão de receptores de insulina, a insulina diminui a expressão de AgRP e NPY, ambos orexígenos, responsáveis por aumentar ingestão de alimentos. Além disso, há aumento na expressão de POMC e do Hormônio estimulante de alfa-melanócitos, ambos anorexígenos (reduzem a ingestão de alimentos). Amplos estudos têm sido realizados para identificar o impacto da administração de insulina na homeostase energética. Em adultos com peso normal, a insulina demonstra diminuição da ingestão alimentar, no entanto em homens obesos, a insulina não mantem esse potencial e portanto, não reduz peso corporal ou gordura corporal, sugerindo que na obesidade a resistência insulínica prejudica os efeitos anorexígenos e de regulação da homeostase energética.

O índice glicêmico dos alimentos é bastante eficiente para o controle glicêmico, assim como a carga glicêmica, que demonstra o conteúdo de carboidrato disponível no alimento e não apenas o aumento na concentração plasmática de glicose. É importante salientar que o índice glicêmico não é atribuído apenas ao tipo de carboidrato, mas também, quanto ao teor de fibras, proteína e gordura dos alimentos, ou seja, as refeições devem conter alimentos de diferentes grupos alimentares para promover melhores benefícios à saúde. Busque a orientação de um nutricionista!

 

Este texto foi escrito por Ismael Oliveira, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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