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Ômega 3 para Hipertrofia e Recuperação Muscular

O ômega 3 ou ácido alfa linolênico é um ácido graxo poli-insaturado essencial, quando metabolizado permite a formação de dois importantes ácidos graxos de cadeia longa: o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). O EPA relaciona-se principalmente com a proteção da saúde cardiovascular, e o DHA é considerado fundamental para o desenvolvimento do cérebro e sistema visual, associado à saúde materno infantil. São obtidos por meio da dieta pela ingestão de peixes de águas profundas como salmão, arengue e cavala, bem como alguns crustáceos ou de origem vegetal pelos óleos de linhaça ou chia.

Diante das aplicabilidades mencionadas será que o ômega 3 pode interferir na hipertrofia muscular?  Sim, porém as propriedades anti-inflamatórias do ômega 3 não são responsáveis pelas suas ações anabólicas. Sua ação é parcialmente mediada através do aumento da sinalização e ativação do mTOR/ p70s6k (alvo da rapamicina em mamíferos/proteína quinase ribossomal S6), que principalmente sob condições de estimulação mecânica influencia na síntese de massa muscular esquelética. O treinamento de força é uma modalidade de exercícios resistidos onde o indivíduo realiza movimentos musculares contra uma força de oposição. O estresse mecânico causado pelo exercício intenso ativa a expressão do RNA mensageiro (RNAm) e consequentemente a sinalização da síntese protéica muscular. Estudos demonstram que a suplementação de ácido graxo ômega-3, aumenta a atividade de sinalização anabólica muscular na síntese de proteínas musculares acima dos valores basais em adultos e idosos sedentários. Todavia seu uso isoladamente não é suficiente para provocar um efeito anabólico, mas que requerem estímulos adicionais como, por exemplo, aminoácidos ou insulina. Considerando as alterações observadas na composição do fosfolipídio do músculo esquelético, é possível que a suplementação com ômega 3 module substratos importantes ao longo das cascatas de sinalização anabólicas, afetando a composição e fluidez da membrana, o aumento do conteúdo de DHA na membrana ativa PKC , que estimula a atividade de translação. Outro mecanismo também elucidado é a melhora nas sinapses neuromusculares e nas funções das membranas celulares.

O exercício exaustivo para praticantes de alto nível ou para iniciantes pode levar à fadiga muscular, dor muscular tardia e um decréscimo no desempenho e hipertrofia. Os estudos apontam que a suplementação com ômega 3 melhoraram a recuperação, quase retornando ao seu nível básico de desempenho, melhoraram inflamação muscular induzida pelo exercício, evidenciado por diminuição da dor e rigidez e melhor preservação da amplitude de movimento após o exercício extenuante. Esses achados são importantíssimos visto que a dor muscular tardia é uma das principais causas de desistência em desportistas iniciantes.

Diante do exposto é imprescindível para o atleta ou desportista, além de idosos ou adultos sedentários a suplementação com ômega 3 em adequação ao plano alimentar balanceado elaborado pelo nutricionista.

Este texto foi escrito por Camile Santiago, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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