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Suplementação proteica para veganos

Segundo o The Vegan Society “o veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade.”  Contudo, especificamente na área da nutrição, é necessário o equilíbrio em sua dieta – para que o balanceamento correto entre macro e micronutrientes seja garantidos, no intuito de que este estilo de vida não venha ser prejudicial para a saúde do indivíduo.

A proteína é um macronutriente que exerce funções extremamente importantes no corpo humano como: função estrutural, de defesa, enzimática, hormonal, entre outras. Além de que, cerca de 20% do corpo é constituído por proteínas, no entanto, não possui a capacidade de armazenamento proteico. Conclui-se, desse modo, o quanto é importante o seu consumo diário, de maneira equilibrada e fragmentada.

Quando consumida, a proteína será degradada em aminoácidos e estes serão usados em quase todas as funções metabólicas do corpo. Todavia, cada proteína irá variar em seu perfil de aminoácidos. As proteínas animais (carne vermelha, frango, ovo, leite…) são de alto valor biológico, contendo todos os aminoácidos essenciais (que não são produzidos pelo corpo e necessita da ingestão diária). Diferentemente das proteínas animais, as proteínas vegetais são consideradas de baixo valor biológico, já que não possuem todos os aminoácidos necessários para o funcionamento pleno do corpo. Por isso, a suplementação de proteínas vegetais aparece como alternativa bem interessante para os veganos.

A suplementação proteica não é obrigatória para o vegano – ou seja, é possível que a alimentação vegana seja completa em todos os aminoácidos essenciais e não gere deficiência nos níveis proteicos. No entanto, é  importante o acompanhamento com um nutricionista para equilibrar a dieta, não só quanto à oferta proteica, como também de todos os outros nutrientes.

Algumas vitaminas e minerais deverão receber atenção especial na alimentação vegana, devido ao seu baixo teor em alimentos de origem vegetal. É o caso da vitamina B12 – vitamina hidrossolúvel encontrada nas proteínas de origem animal – e não nos alimentos de origem vegetal. A suplementação da proteína vegetal também passa a ser interessante neste caso, pois, a grande maioria dos produtos que seguem essa linha, já são enriquecidos com vitamina B12. Desse modo, existe não só o aporte proteico, como também de vitamina b12 – a qual o vegano não consegue encontrar na dieta alimentar. Outra estratégia utilizada na suplementação proteica a partir de vegetais, é a combinação de diferentes fontes para que a falta de determinado aminoácido em uma delas seja suprida pela presença da outra (ex: proteína de arroz + proteína da ervilha).

O veganismo está crescendo cada vez mais e sua proposta é, sem dúvida, nobre e promissora. Contudo, assim como em qualquer outra dieta com restrições, é essencial o acompanhamento de um profissional nutricionista, buscando sempre o equilíbrio e o respeito individual.

“Este texto foi escrito por Marcelo Caldas, baseado em artigos científicos.
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