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Sal: de Potássio/ sem Sódio e Light

A nutrição é um fator determinante nas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e o conteúdo mineral da dieta é relevante tanto para prevenir, como tratar a hipertensão arterial sistêmica (HAS). A HAS é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados de pressão arterial. Dentre os fatores nutricionais que se associam à alta prevalência de HAS, destacam-se os consumos excessivo de sódio (Na+) e insuficiente de potássio (k+).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão média diária de sal de 5 g/dia ou menos (equivalentes a aproximadamente 2,5 g de sódio). No entanto, a maior parte das sociedades ocidentais consome, em média, cerca do dobro dessa quantidade. Segundo estudos, em casos de HAS o tratamento anti-hipertensivo dos pacientes deve incluir redução rígida da ingesta de sal (2 g/dia ou assódica).

De acordo com a ANVISA, o sal para consumo humano é composto pelo cloreto de sódio cristalizado extraído de fontes naturais, adicionado obrigatoriamente de iodo. Uma das estratégias atuais voltadas à redução do consumo de sódio é substituir o sal comum pelo sal de potássio (KCl). O potássio é descrito na literatura pelo efeito anti-hipertensivo porque induz perda aumentada de água e sódio pelo corpo, realiza a supressão da secreção de renina e angiotensina, aumenta a secreção de prostaglandina, reduz a resistência vascular periférica pela dilatação arteriolar direta, diminui o tônus adrenérgico e estimula a atividade da bomba de sódio-potássio. O cloreto de potássio possui propriedades físicas semelhantes às do sal, com 80% da capacidade de salgar. Há também o sal light, no qual se mistura o NaCl com o KCl em 50% do teor de cada ou cerca de 20% de NaCl e 80% de KCl. Nos dois casos, o sal hipossódico deve possuir cloreto de sódio, cloreto de potássio e iodo.

A HAS é uma das principais causas de insuficiência renal crônica (IRC) e a associação dessas duas situações clínicas aumenta consideravelmente o risco cardiovascular. O principal mecanismo da HAS na IRC é relacionado com a perda progressiva da capacidade renal de excretar sódio, resultando em sobrecarga salina e de volume, além de aumento da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e disfunção endotelial. Nesse caso é preciso cautela no fornecimento de minerais, inclusive o potássio.

O potássio não possui necessidade de ser suplementado, pois uma alimentação variada e equilibrada proporciona as quantidades necessárias diárias. No entanto, se o indivíduo não possui uma alimentação equilibrada e ingere sódio acima da quantidade recomendada, seria interessante substituir o sal de cozinha comum pelo sal de potássio como medida preventiva.

Esse texto foi escrito por Lorraine Brasil, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor.
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