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Whey Pós Treino: Devo Consumir?

A proteína do soro do leite, popularmente conhecida como Whey Protein, é obtida através da porção aquosa do leite após a coagulação das caseínas micelares durante o processo de fabricação de queijos. Atualmente essa proteína tem sido utilizada em larga escala como suplemento proteico para finalidades ergogênicas e terapêuticas. Sua alta adesão é justificada por suas propriedades nutricionais, considerada como uma proteína de alto valor biológico, de rápida absorção, rica em peptídeos bioativos que por sua vez, atuam com ação antimicrobiana, anti-hipertensiva, protetores do sistema imunológico e como fatores de crescimento.

Whey Protein é considerada como uma proteína completa porque apresenta todos os aminoácidos essenciais na sua composição. Seu perfil de aminoácidos é similar ao das proteínas do músculo esquelético, fornecendo quase todos os aminoácidos em proporção similar às do mesmo. Seu consumo torna possível o fornecimento de um pool de aminoácidos que tem a capacidade de realizar a sinalização celular necessária para a ativação da via mTOR (rapamicina em mamíferos), classificando sua suplementação como um efetivo promotor do anabolismo.

Considerada uma proteína de rápida absorção, o consumo da proteína do soro do leite permite que as concentrações plasmáticas de aminoácidos estejam altas logo após sua ingestão. Além disso, a concentração de insulina plasmática também aumenta, favorecendo a captação de aminoácidos para o interior da célula muscular. A digestão intestinal do soro de leite resulta em peptídeos bioativos ou aminoácidos específicos, ativando a liberação de hormônios incretinas, que são hormônios com fortes efeitos insulinotrópicos.

Quando o exercício resistido é combinado com uma ingestão proteica adequada, a taxa de síntese proteica torna-se maior que a taxa de degradação, mantendo um balanço energético positivo e favorecendo a hipertrofia muscular. Quanto menor o intervalo entre o término do exercício e a ingestão proteica, melhor será a resposta anabólica ao exercício. Embora o exercício estimule a síntese proteica muscular, caso não ocorra uma ingestão alimentar subsequente, o saldo líquido de proteínas após o exercício não se torna positivo. Em comparação, no estado de repouso e em jejum as taxas de degradação proteica muscular excedem as taxas de síntese da proteína muscular e, como consequência, o saldo líquido das proteínas musculares é negativo.

A nutrição pós-exercício é necessária para obter um balanço proteico muscular positivo e facilitar o reparo dos danos musculares e o recondicionamento do músculo esquelético. É importante destacar que para manter o balanço nitrogenado positivo, esse consumo deve ser fracionado ao longo do dia, não apenas priorizando o momento após o exercício.

Este texto foi escrito por Camila Rheinschmitt, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida, entre em contato conosco pelo e-mail nutrição@sncsalvador.com.br. Respeito nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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