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Biodisponibilidade dos micronutrientes

‘’Biodisponibilidade é a fração de qualquer nutriente ingerido que tem o potencial para suprir demandas fisiológicas em tecidos alvos”. Essa foi a definição sugerida para o termo biodisponibilidade ainda em 1997 num importante Congresso sobre o tema, na Holanda.  Sendo esta a definição em vigor até então, logo, podemos entender, em palavras simples, que o que determina se um dado nutriente ao ser ingerido através da nossa alimentação consegue chegar ao seu devido local de absorção, ser absorvido e desempenhar seus papéis fisiológicos é o quanto que ele está disponível, ou melhor, biodisponível para o nosso organismo.

Em primeiro momento poderíamos pensar que essa é uma situação muito simples! Bastaria, por exemplo, que nós comêssemos o alimento e esperar que após a digestão ele cumprisse seu papel, nos ofertando saúde e bem estar. Contudo, o estudo da biodisponibilidade mostra que a realidade é um pouco mais complexa que isso! O que tem relação com diversos fatores que influenciam/podem influenciar essa biodisponibilidade. Para citar algumas, temos: estado de saúde do indivíduo (digestão, funcionamento intestinal), fatores genéticos (que podem levar  a alterações na absorção de alguns nutrientes), atenuadores de absorção e conversão (que podem prejudicar ou facilitar a absorção, como os fitatos, taninos e oxalatos que prejudicam e alguns aminoácidos que podem ajudar a absorvê-los) e, não podemos esquecer, das interações entre os nutrientes, onde a competição pelo sítio de absorção pode desfavorecer o absorvimento de um nutriente em relação ao outro.

Alguns minerais e vitaminas são mais bem assimilados quando cozidos, a exemplo da vitamina A e caratenoides e do ácido fólico; outros em meio gorduroso, com dietas ricas em proteínas animais ou na presença de lactose, como o zinco e, em estudos recentes já se considera a combinação de minerais com aminoácidos como proveitosa, o que é o caso do ferro. Por outro lado, uma refeição rica em ferro e zinco pode desfavorecer o aproveitamento do cálcio, dietas ricas em ferro a biodisponibilidade de zinco, e vice versa. Você pode estar se perguntando ‘’ Como proceder então?’’

Bem, é muito importante para o nutricionista entender toda essa cinética para que, a partir disso, seja possível controlar algumas variáveis e criar técnicas dietéticas que favoreçam ao melhor aproveitamento dos nutrientes alimentares, evitando que interações indesejadas ocorram e corroborando para que a absorção seja a mais plena possível. Até porque, esses micronutrientes são fundamentais não só para gerar como para manter a saúde e suas deficiências têm direta relação com o adoecimento da população.

Comer ‘’ comida de verdade’’ e a maior variedade possível de alimentos fontes, como as frutas e verduras da sua região é a maneira mais desejada para ofertar um bom consumo de vitaminas e minerais. Em razão da qualidade do solo, clima e outros fatores que podem comprometer o teor nutritivo desses alimentos a suplementação de multivitamínicos e minerais pode ser um auxílio para alcançar a recomendação diária. Para todas essas intervenções e melhores esclarecimentos procure sempre a ajuda do seu nutricionista! Frutas, saladas coloridas e muita saúde!!

Este texto foi escrito por Juliana de Andrade, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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