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Dente de Leão (Taraxacum officinale)

O dente de leão (Taraxacum officinale) é uma erva muito utilizada na medicina tradicional e na fitoterapia. Suas propriedades foram bem documentadas principalmente na Ásia, Europa e América do Norte.

Estudos clínicos revelam inúmeras propriedades benéficas desta erva, incluindo: modulador de inflamação, diurético, estimulante digestivo e estimulante de insulina, prebiótico, imunomodulador, antiangiogênico e antineoplásico.

A raiz do “dente de leão” possui ações interessantes no sistema gastrointestinal, auxiliando a digestão e a função hepática. Sua folha, por outro lado, é também muito utilizada por possuir ação diurética.

A utilização da folha de dente de leão visando um aumento da diurese é baseada em resultados clínicos e sua utilização precisa ser feita de maneira cautelosa. A “Comissão Alemã E” aprovou o uso de dente de leão como diurético, inclusive possibilitando o uso para paciente com anorexia, dispepsia e doença biliar.

Entre os compostos mais importantes no “dente de leão” estão as lactonas sesquiterpênicas (efeitos anti-inflamatórios e anticancerígenos), fenilpropanóides (efeitos moduladores da inflamação) e polissacarídeos (carboidratos complexos). A inulina (fibra) também é encontrada em grande quantidade na raiz do dente de leão. E, ainda, a folha se mostrou uma boa fonte de potássio: em análise de 100g da folha de “dente de leão” foram encontrados 297 mg de potássio.

A dose recomendada de dente de leão ainda não é bem estabelecida, vai depender da parte da erva que será utilizada, o veículo e concentração do princípio ativo. O British Herbal Pharmacopoeia (BPH) recomenda a utilização de 0,5 a 2g da raiz 3 vezes ao dia, enquanto The German Commission E monographs recomenda doses de 3 a 4g da raiz 2 vezes ao dia.

Estudos em coelhos com doses de 6g por quilo de peso corporal não mostraram nenhuma toxicidade. Estudos em ratos consumindo dietas com 33% de dente de leão por meses também não relatou toxicidade. Estudos em humanos (grávidas, lactantes, crianças e em combinações com fármacos) também não encontrou nenhum efeito adverso. Contudo a utilização precisa ser feita de maneira cautelosa e mais estudos práticos precisam ser realizados.

“Este texto foi escrito por Marcelo Caldas, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”.

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