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Alergia Alimentar, o que é?

A palavra alergia procede do grego allan (outro) e ergon (trabalho). A definição de alergia alimentar pela Organização Mundial de Alergia, compreende “um grupo de distúrbios gastrointestinais com resposta imunológica anormal ou exagerada após a ingestão de certas proteínas alimentares”.

Os alimentos mais envolvidos nesse processo são ovos, leite de vaca, trigo, soja, amendoim, nozes, castanha, peixes e crustáceos. Alergias a aditivos e conservantes geralmente são raras, já o acesso aumentado a frutas frescas e vegetais de todas as partes do mundo, com objetivo de variar a dieta dos indivíduos, trouxe como resultado um aumento de reações alérgicas a frutas como kiwi, mamão papaya e alguns grãos. Os riscos ao bem-estar aumentam também, a medida que os alimentos consumidos pela população são cada vez mais processados e complexos, com rótulos inadequados.

Entretanto, nem tudo que causa reação é alergia. Vamos ver a diferença? Existe o termo hipersensibilidade, que deve ser utilizado para descrever sintomas ou sinais reprodutíveis causados pela exposição a um estímulo que é tolerado por pessoas normais (alergia é um tipo de hipersensibilidade). Já a intolerância não envolve causas imunológicos, pode ser resultado de reações farmacológicas, tóxicas, neuropsicológica. Por exemplo, a lactose é um carboidrato, quando há uma reação indesejável causada por seu consumo, existe um quadro de intolerância causada por deficiência da enzima beta-lactase, responsável por digerir a lactose.

O diagnóstico dessas alergias, é feito através da dieta de exclusão. Sabe como é feito? De acordo com a história clínica e após aplicação do recordatório alimentar do paciente, um número de alimentos serão excluídos da dieta e após determinado período, vão ser reintroduzidos. Através dessa reintrodução, é que será identificado o alimento causador da alergia. Crianças não devem ser submetidas a essa dieta por muito tempo devido a deficiências nutricionais, e no caso de crianças em aleitamento materno exclusivo, a mãe deve submeter-se a dieta de exclusão também. É importante ressaltar, que pacientes pediátricos são os mais acometidos por esse problema, e que com o passar do tempo, a alergia pode não permanecer.

A única forma de tratamento de alergias alimentares, é através da exclusão do alimento da dieta. No caso da alergia ao leite de vaca, a substituição por leite de cabra, búfala, não é interessante devido a similaridade de seus componentes proteicos. Já pacientes alérgicos ao camarão tem grande chance de ter alergia a outros crustáceos. Pacientes alérgicos a castanha, podem reagir a outros tipos desta categoria alimentar, por exemplo.

Atualmente existem suplementos que estão associados a melhora da imunidade, e consequente prevenção de alergias, como os probióticos e a glutamina. Além disso, para indivíduos com alergias a aditivos, já existem no mercado suplementos de algumas marcas por exemplo, que contém aditivos naturais.

Para melhor adequação de sua dieta, evitar deficiências e promover alimentação saudável, procure um nutricionista!

“Este texto foi escrito por Caroline Lima, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”.

 

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