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Probióticos e Exercícios de Endurance

Quando analisamos possíveis estratégias que possam melhorar a performance de um atleta de endurance (como maratonistas e triatletas), rapidamente pensamos em suplementação,  principalmente os repositores hidroglicoeletrolítico. Além disso, lembramos da grande necessidade de aporte energético calórico total, advindo em maior porcentagem dos carboidratos. Algumas outras opções de suplementos são aqueles a base de cafeína, vasodilatadores e BCAAs, por exemplo, comumente visados por esse público, no intuito de intensificar o desempenho nos treinos e competições.

Apesar dos probióticos (suplementos voltado para saúde da microbiota intestinal) serem bem estudados na aplicabilidade clínica, há demanda desse tipo de suplementação por  indivíduos que realizam treinos volumosos. Para tais atletas, sem dúvidas, é de extrema importância atentar para saúde intestinal, pois pode trazer benefício direto na performance.

Nos probióticos, há os microorganismos vivos, usados normalmente para tratar disbiose (desequilíbrio das bactérias existentes no intestino). A alimentação inadequada, rica em açucares simples, industrializados e ultraprocessados, podem gerar quadros de desequilíbrio da microbiota intestinal. Além dos hábitos alimentares inadequados, os exercícios físicos de longa duração e alta intensidade, também são capazes de gerar este mesmo quadro.

É muito comum atletas que realizam exercícios de longa duração, sentirem desconfortos gastrointestinais e também do trato respiratório. Com relação aos distúrbios do intestino, podem ocorrer cólica abdominal, sensação de vômito, flatulência e diarreia. Já os sintomas relacionados com as infecções do trato respiratório, incluem dor de garganta, tosse, corrimento nasal e congestionamento torácico. Essas complicações são provenientes do grau de estresse que o corpo sofre durante exercícios extenuantes.

A hipótese por trás dos sintomas do trato gastrointestinal, é justificada pela redução do fluxo sanguíneo para as vísceras (diminuindo a quantidade de oxigênio circulante), que quanto mais intenso o exercício e quente o ambiente, mais severa pode se tornar essa hipóxia. Tudo isso é capaz de danificar as células do intestino, permitindo que haja maior permeabilidade da mucosa intestinal. Para os problemas do trato respiratório, os estudos apontam que há uma imunossupressão induzida pelo exercício, ocorrendo redução dos níveis de imunoglobulina A (IgA).

Com utilização de probióticos por atletas de endurance, foi possível reduzir o dano aos enterócitos (células do intestino), diminuir os marcadores inflamatórios, além de estimular a produção de mucina e de imunoglobulina A. Desta forma, permitiu maior integridade da saúde intestinal e também do trato respiratório, atenuou os possíveis sintomas que esses atletas estão suscetíveis. Os melhores resultados citados na literatura, foram com uso de probióticos contendo mais de uma cepa de bactérias, o que é geralmente encontrado nos produtos probióticos. Apesar dos probióticos serem uma boa alternativa para os praticantes de endurance, é recomendado que antes do uso do mesmo, e de qualquer outra suplementação, seja antes consultado um nutricionista para melhor adequação da estratégia nutricional.

“Esse texto foi escrito por Bryan Stolze, baseados em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”.

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