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Eletroestimulação e Hipertrofia Muscular

A técnica de eletroestimulação vem ganhando destaque no Brasil com propostas de aumento de força, resistência muscular e diminuição de gordura localizada. Com isso, a procura dessa modalidade torna-se crescente como forma de substituição do exercício físico regular, visto que exige menos esforço, além de ser uma opção para as pessoas que não gostam de realizar exercícios de força. Mas, o que é mesmo essa eletroestimulação?

A eletroestimulação neuromuscular é uma técnica que realiza a contração muscular através da estimulação elétrica dos nervos motores. Existem vários tipos de frequência que são encontradas nos diferentes aparelhos que desenvolvem essa função, como as de baixa frequência, média frequência, as correntes interferências e as correntes de alta frequência. A partir destas características, existem cinco que podemos encontrar atualmente: Estimulação Muscular Eletrônica (EMS); Estimulação Muscular Russa; Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS); Estimulação Interferencial e Eletroacupuntura. Alguns estudos mostram que o ganho de força pode ser observado com a estimulação por baixa e média frequência.

A utilização desse método para treinamento de força em atletas começou a ser estudado a partir da década de setenta, pois seu foco principal é voltado para área clínica, auxiliando na reabilitação em indivíduos que passaram por períodos de imobilização ou inatividade devido a condições patológicas.

Contudo, as pesquisas que mostram a relação da eletroestimulação comparado a treino resistido regular concluem que a hipertrofia não é gerada por este processo. Em estudo realizado com participantes do sexo feminino, foi avaliado o aumento da massa muscular, sendo as participantes submetidas a 30 sessões sobre o músculo reto abdominal. Após a aplicação da técnica, houve a rejeição da hipótese, pois a eletroestimulação isolada não foi capaz de levar a hipertrofia muscular, visto que a diferença de medidas não foi significativa.

Quando comparado os resultados obtidos por uma avaliação do quadríceps, estudo conclui que além de não haver aumento de massa muscular, os aparelhos eletroestimuladores não diminuem o percentual de gordura. No entanto, foram responsáveis pelo aumento da capacidade de força e resistência muscular, assim como os treinos com cargas. Tal consequência é observada devido a alterações da estrutura morfológicas e percentual de distribuição dos diferentes tipos de fibras no tecido muscular.

Portanto, para aqueles que visam a hipertrofia muscular, torna-se necessário a prática regular de atividade física orientada por um profissional habilitado, para que o objetivo seja alcançado. Além disso, se exercitar é uma forma de prevenção de doenças associadas ao estilo de vida, como doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, osteoporose, entre outras. Então, não deixem de se exercitar! Busque sempre o auxílio de um profissional de educação física.

Este texto foi escrito por Allana Franklim, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

 

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