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Estratégias nutricionais para o Hipertireoidismo

A tireoide é umas das principais glândulas endócrinas do corpo, responsável por secretar 2 principais hormônios, a tiroxina e a tri-iodotironina, usualmente chamados de T3 e T4 respectivamente que apresentam a função de aumentar o metabolismo do organismo. O controle da secreção tireoidiana é feito principalmente pelo hormônio estimulante da tireoide (TSH) que é secretado pela hipófise anterior.  A redução na secreção tireoidiana faz com que o metabolismo basal caia em torno de 40% a 50% do normal, enquanto que o excesso pode aumentar cerca de 60% a 100%.

A Doença de Graves é a forma mais comum de hipertireoidismo. É uma doença autoimune na qual anticorpos chamados de imunoglobulinas estimulantes da tireoide (TSI) se formam contra o receptor TSH na glândula tireoide. Esses anticorpos se ligam ao mesmo receptor que o TSH e induz a ativação continua da tireoide na liberação de T3 e T4, com desenvolvimento resultante do hipertireoidismo. Os TSI têm efeito estimulatório prolongado sobre a secreção da glândula tireoide, durando até 12 horas, em contraste com o curto tempo para o TSH, de pouco mais de 1 hora. Os sintomas comumente presentes em indivíduos com hipertireoidismo são: estado de alta excitabilidade, intolerância ao calor, redução da sudorese, perda de peso ligeira a extrema, graus variáveis de diarreia, fraqueza muscular, nervosismo ou outros transtornos psiquiátricos, fadiga extrema, acompanhada de insônia e tremor nas mãos.

Vários estudos demonstraram aumento no estresse oxidativo durante a doença de Graves relacionado ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (consumo excessivo de ATP e oxigênio). Nesses indivíduos, o equilíbrio entre oxidantes e antioxidantes parece ser perturbado. Há uma diminuição geral da atividade de glutationa peroxidase (GPXs) e outras enzimas (superóxido dismutase, catalase) ou moléculas (vitamina E, coenzima Q10) que apresentam função antioxidante. Sendo assim, estudos vêm mostrando que a suplementação de vitamina E, Coq10, selênio e melatonina são bastante interessantes para esses indivíduos devido aos seus potenciais em reduzir os radicais livres.

A vitamina D possui efeito imunomodulatório, inibindo processos pró-inflamatórios e supressão da produção de citocinas. Estudos mostram uma associação entre a deficiência de vitamina D e o surgimento de doenças autoimunes da tireoide, no qual foi encontrado uma correlação inversa entre os níveis de vitamina D e os níveis de anticorpos da tireóide, podemos sugerir que a deficiência de vitamina D é um dos fatores potenciais na patogênese dos distúrbios da tireóide autoimune. O uso de hipercalóricos podem ser interessantes para esses pacientes que estão numa situação na qual o gasto energético está bastante elevando, auxiliando assim no ganho ou manutenção do peso e, devido ao alto catabolismo, o uso do HMB pode ser uma alternativa para redução da perda muscular.

Sendo assim, além do tratamento medicamentoso e da cirurgia, diversos suplementos podem ser inseridos nas estratégias de tratamento desses pacientes. Lembramos que o nutricionista é o profissional qualificado para analisar as necessidades individuais e ofertar esse suplemento de maneira adequada.
Este texto foi escrito por Glenda Oliveira, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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