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Glutamina e Dor Muscular Tardia

A dor muscular é uma situação comum após exercícios físicos não habituais, diferencia-se em aguda e tardia. A dor muscular tardia (DMT) é classificada como um tipo de lesão por tensão muscular, apresentando-se com sensibilidade ou rigidez a palpação e/ou movimento que refere a dor no músculo esquelético após exercícios excêntricos e isométricos intensos.

Todos os praticantes de exercício físico, até mesmo indivíduos sedentários, já experimentaram alguma vez na vida um episódio de dor muscular tardia, principalmente após a execução de um padrão de movimento diferente daquele ao qual estão acostumados.

O arranjo oblíquo das fibras musculares antes da junção miotendinosa reduz suas habilidades para resistir a altas forças tensivas. Como resultado, o elemento contrátil dessas fibras nas junções fica vulnerável a microlesões, principalmente durante as contrações excêntricas, pois a quantidade de força desenvolvida é, aproximadamente, duas vezes superior à força desenvolvida durante as contrações isométricas.

A DMT se manifesta aproximadamente oito horas após o exercício, aumenta progressivamente de intensidade nas primeiras 24 horas e alcança o máximo de intensidade entre 24 e 72 horas. Após esse período, há um declínio progressivo na dor, de modo que cinco a sete dias após a carga de exercício ela desaparece por completo.

Por afetar diretamente o desempenho muscular por meio da perda da capacidade muscular de produzir força e por reduzir a amplitude de movimento, estratégias para redução de DMT são pensadas, não só em praticantes amadores ou evoluídos no treino, mas também em indivíduos sedentários. Além de medidas como imersões em água fria, fármacos e massagens, alguns suplementos são estudados para o combate às dores musculares tardias, sendo a glutamina um exemplo dessa categoria.

A glutamina é o aminoácido mais abundante dentro do corpo humano. Durante o exercício, ocorre aumento e redução nos níveis plasmáticos de glutamina e essas variações irão depender do tipo, da duração e da intensidade do exercício. O aumento dos níveis de glutamina intramuscular tem sido diretamente relacionado a influência do volume de células musculares, sinalização de síntese proteica e tamanho do músculo, o que levaria ao aumento de massa muscular e consequentemente, aumento da força contrátil.

Estudos concluíram que a suplementação com l-glutamina e o dipeptídeo alanil-glutamina representa uma fonte eficaz de glutamina, o que pode atenuar biomarcadores de inflamação após períodos de treinamento e níveis plasmáticos de CK (creatina quinase), além da resposta inflamatória induzida pelo exercício prolongado.

Diante disso, é possível que a suplementação exógena de glutamina possa diminuir a gravidade da resposta inflamatória, resultando em menor dano muscular e possivelmente recuperação do músculo. Estudos demonstram que 0,1g/kg de peso de peso corporal de l-glutamina podem diminuir a DMT. Para melhor aplicabilidade suplementar, busque acompanhamento nutricional.

Este texto foi escrito por Felipe Araújo, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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