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Estratégias para Hepatoproteção

O fígado é um dos maiores órgãos do corpo humano, bastante vascularizado e suas principais células são chamadas de hepatócitos. Este órgão regula o metabolismo dos nutrientes, síntese proteica, armazena vitaminas e ferro, degrada alguns hormônios e é importantíssimo na excreção de drogas e toxinas. Em tempos de alto consumo de bebidas alcoólicas, uso de drogas lícitas ou não, uso de esteroides anabolizantes como “preparativos para o verão”, a desintoxicação promovida por este órgão se torna bastante requisitada. Para tanto, faz-se necessário conhecer as principais estratégias nutricionais para hepatoproteção.

O suplemento alimentar mais conhecido para proteção hepática é o Ômega 3, encontrado em cápsulas de óleo de peixe ou óleo de linhaça. Os ácidos graxos poli-insaturados W-3 são comprovadamente eficazes em atenuar e prevenir quadros de esteatose hepática (excesso de gordura no fígado), que pode ser causada por obesidade, diabetes, dislipidemia, hipertensão, esteroides anabolizantes, estrógenos e corticosteroides, por exemplo.

Através da suplementação de nutrientes específicos, os radicais livres podem ser combatidos, evitando danos ao DNA e consequente mutação e risco para doenças. Para tal função, destaca-se a Astaxantina, um carotenoide presente no óleo de Krill, que além de proteger contra o estresse oxidativo, ainda tem ação hipocolesterolemiante.

Um fitoterápico conhecido por proteger as membranas dos hepatócitos contra toxinas é a Silimarina. Ela também previne o acúmulo de gordura no fígado, combate as espécies reativas de oxigênio e é bastante utilizado na TPC (terapia pós-ciclo), para reduzir os danos hepáticos causados por esteroides.

Já Coenzima Q10, conhecida pelos seus efeitos benéficos na redução de marcadores inflamatórios e doenças cardiovasculares, também demonstrou em estudos a atenuação da doença hepática gordurosa não alcoólica, comum em indivíduos com obesidade e síndrome metabólica. A maioria dos estudos relata que a suplementação com doses entre 100-200mg/dia reduz marcadores de dano hepático (TGO, TGP, Gama-GT) e marcadores inflamatórios (PCR, TNF) e aumenta a adiponectina, um hormônio que induz a oxidação de gorduras.

Além disso, deve-se pensar em fornecer suporte para a atividade das enzimas hepáticas, que são responsáveis pelo metabolismo dos nutrientes e inativação de toxinas. As vitaminas do complexo B, incluindo Colina e Ácido Fólico são importantíssimas para o transporte de nutrientes no fígado. Para o funcionamento adequado de enzimas antioxidantes, como a superóxido dismutase (SOD), glutationa redutase (GR), peroxidases (POD), catalase (CAT) e polifenoxidase (PPO), destaca-se a necessidade da vitamina C (ácido ascórbico) e vitamina E (alfa-tocoferol), além dos minerais selênio, zinco e manganês.

Para que as melhores estratégias possam ser direcionadas para o seu objetivo, procure um nutricionista. Assim, com sua saúde hepática em boas condições, todo o seu metabolismo funcionará de maneira mais eficiente.

Este texto foi escrito por Bárbara Alves, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br

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