Sem categoria

Xilitol

A sacarose, popularmente conhecida como açúcar de mesa, muito utilizada na alimentação atual, é atualmente um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento de sobrepeso, obesidade e diabetes. Em vista de reverter estes problemas de saúde pública, muitos adoçantes são desenvolvidos com a finalidade de reduzir a ingestão calórica, mantendo o poder de doçura. Atualmente existem mais de 10 tipos de adoçantes e o xilitol se tornou uma das melhores opções para saúde e qualidade de vida.

O xilitol é um poliálcool de cor branca, sabor doce, sem odor, estável até 120° C e possui somente 2,4 kcal por grama. Por ser derivado da sacarose, seu poder de doçura é similar ao do açúcar e possui diversas aplicações clínicas, alem de ser tolerado por diabéticos. Devido à sua estabilidade química e microbiológica, também é utilizado como conservante em produtos alimentícios e não participa de reações com aminoácidos (Reação de Maillard), sendo excelente para preparações de receitas.

O órgão regulamentador americano (FDA – Food and Drug Administration) classifica-o como seguro por ser uma substancia atóxica e por isso, é aprovado e comercializado por mais de 40 países. A recomendação de xilitol por refeição gira em torno de 20 a 60g, não sendo relatado nenhum efeito colateral em quantidades menores que 60g por dia. Contudo, quando utilizado em grandes quantidades, produz efeitos laxativos. A organização mundial da saúde (OMS) não estabeleceu um limite para a ingestão de doses mais elevadas, sendo recomendada a utilização até atingir o poder de doçura necessário.

Recentes pesquisas (em andamentos), com animais e humanos mostraram que o beneficio do xilitol vai muito alem do seu poder de doçura, este composto parece ser interessante para tratar o diabetes, desordem no metabolismo lipídico, lesões renais, bem como prevenir otite, infecções pulmonares e osteoporose. Além disso, alimentos adicionados de xilitol são bastante recomendados por dentistas por possuir capacidade anticariogênica (evitar aparecimento de cáries).

Um fator limitante para a utilização de xilitol em larga escala é seu valor comercial, afetado pelo seu valor de produção. A via química convencional de produção exige um grande aporte energético, fazendo com que a incorporação do xilitol em produtos alimentícios seja extremamente cara quando comparado a outros adoçantes. Muitos centros de pesquisa atualmente, têm dedicado a produção de xilitol por via biotecnológica, que requer um menor consumo energético, tornando o produto economicamente mais viável.

“Este texto foi escrito por Marcelo Caldas, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”.

 

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.