Health Suplementos Workouts

MTOR e Sinalização do Processo de Hipertrofia

Uma proteína intracelular possui papel fundamental no desencadeamento de eventos que culminam no crescimento muscular, seu nome em tradução literal “Alvo da Rapamicina em Mamíferos”, também é conhecida popularmente por mTOR.

A origem do nome deriva de experimentos científicos em que a administração de um inibidor enzimático chamado “rapamicina” reduzia fortemente a atividade desta enzima, levando a uma resposta de hipertrofia 95% menor após estímulos de treinamento, resultando assim no nome “Mammalian Target of Rapamycin“, abreviado para mTOR.

A hipertrofia muscular esquelética é conhecida pelo aumento da área de secção transversa da musculatura esquelética a partir da biossíntese de novas estruturas envolvidas na contração muscular, sendo uma das principais adaptações geradas no músculo em decorrência do treinamento físico. Este processo ocorre apenas por conta do saldo de síntese de proteínas,  quando a síntese proteica muscular excede a degradação proteica muscular. Por estar em constante processo de rotatividade, ou seja, continuamente proteínas são degradadas e construídas pelo organismo, define-se como estado anabólico aquele em que os processos de síntese superam os processos de degradação, logo, pode-se alcança-lo aumentando a síntese ou inibindo a degradação de proteínas endógenas.

A estimulação da atividade da enzima mTOR é fator crucial para uma resposta de hipertrofia adequada.

Dentre as principais vias de estimulação temos:

  1. Exercício resistido, através de mecanotransdução (estímulo gerado através das contrações musculares vigorosas e intensas);

  2. IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina), secretado pelo fígado em resposta à elevação de GH ocorrida por conta do exercício;

  3. Insulina, estimulada pela ingestão de nutrientes, principalmente carboidratos, aminoácidos e proteínas;

  4. E ingestão de leucina, encontrada em alimentos fontes de proteínas e em suplementos como os BCAA, Whey Protein e Blends proteicos.

Para que o processo de hipertrofia ocorra é preciso ajustar uma série de fatores, destacam-se entre eles: um treinamento capaz de gerar sinalização efetiva (passo fundamental, sem o qual a hipertrofia não pode ser gerada); consumo suficiente de aminoácidos para desencadear resposta anabólica; e, por fim, mas não menos importante, consumo total de calorias suficientes para que os aminoácidos sejam utilizados para finalidade construtora e não energética, torna importante o consumo de carboidratos e lipídios e não apenas de proteínas. Esse conjunto de ações não só amplificarão a resposta de anabolismo, como também atenuarão a resposta de catabolismo tecidual.

A construção de massa muscular é um processo de alinhamento para maximizar os eventos de síntese e reduzir ao máximo os eventos de degradação celular. Otimizar a sinalização pós-treino é importante, mas é apenas o primeiro passo. Assegurar a oferta de nutrientes ao longo de todo o dia é a garantia para que resultados sólidos sejam alcançados com eficiência, o acompanhamento nutricional é essencial.

Este texto foi escrito por Gabriel GDOCbaseado em artigos científicos. Todo o material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.

 

O que achou?

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br.
Por favor, respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos, mencione o nome do autor e do site.

Vem com a gente

Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

Posts relacionados

Quanto mais antioxidantes, melhor?

Gabriel GDOC

Treinamento do intestino no Endurance

Gabriel GDOC

Destruindo mitos sobre queima de gordura

Gabriel GDOC

Deixe um comentário