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Óleo de Krill

O óleo de krill é uma importante fonte de ácidos graxos ômega 3 (EPA e DHA). Ele é extraído a partir de Euphausia Superba, uma espécie de crustáceo dos oceanos do sul. O krill também é fonte de um antioxidante carotenoide (astaxantina), além de vitaminas A, E e fosfolipídeos. Assim, a sua suplementação tem caráter antioxidante, anti-inflamatório, além de atuar na prevenção de doenças cardiovasculares e apresentar benefícios para saúde cognitiva.

A composição do óleo de krill faz com que sua absorção e a biodisponibilidade seja superior ao óleo de peixe e ao óleo de linhaça, por exemplo. Isto ocorre pois enquanto o perfil do óleo de peixe está disponível na forma de triglicerídeos, o krill traz fosfolipídeos, a mesma composição das nossas membranas celulares. O óleo de linhaça é fonte de ômega 3 na forma de ALA, que precisa de conversão enzimática para ser convertido em EPA e posteriormente em DHA (derivados finais do ômega 3). Para isso, as enzimas precisam de cofatores específicos, nutrientes como Zinco, Magnésio e vitamina B6. Essa conversão enzimática pode ser atrapalhada pelo consumo de bebidas alcoólicas e gorduras saturadas. O krill já se apresenta como fonte de EPA e DHA, assim, não precisa desta conversão enzimática.

Existem estudos que utilizam cerca de 300-500mg de óleo de krill em indivíduos com doenças inflamatórias, como cardiopatias e osteoartrites, e observa-se diminuição dos parâmetros de inflamação. A literatura também aponta benefícios em pacientes com dislipidemias, como hiperlipidemia, por exemplo. A redução dos triglicerídeos, colesterol total e LDL podem ser vistos com seu uso contínuo, por um período mínimo de 8-12 semanas; a variação do tempo para resultados pode depender da adequação da dieta, bem como fatores genéticos associados.

Tendo em vista que a presença do DHA contribui para a memória, aprendizado e melhor desempenho cognitivo, o óleo de krill pode ser utilizado por crianças e adolescentes em idade escolar, indivíduos com déficit de atenção e idosos, visando prevenção de doenças neurodegenerativas.

Outra aplicabilidade seria por meio da ingestão de cerca de 1g de óleo de Krill,  para diminuir sintomas da síndrome pré-menstrual que inclui cólicas, ansiedade, dores e inchaço. Este efeito terapêutico beneficia diretamente o público feminino, que também pode sofrer com maior incidência de acne neste período, já está bem estabelecida a redução da inflamação da acne a partir do uso de ômega 3.

Mais um diferencial do krill é a presença da astaxantina, um carotenoide com grande poder antioxidante utilizado na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, câncer, osteoarticulares e imunomodulação. Os radicais livres em excesso aumentam o risco de complicações e descompensação do diabetes e cardiopatias por exemplo, além de aumentar a inflamação. Assim, tal nutriente tem extrema relevância para manutenção da saúde e prevenção de doenças de perfil inflamatório, um grande foco de várias áreas da nutrição.

Indivíduos alérgicos ou com hipersensibilidade à crustáceos, incluindo camarão, devem evitar o krill, ou utilizar apenas sob orientação e acompanhamento nutricional. É importante ressaltar que as doses dependem de cada contexto, portanto, consulte um nutricionista para que sua dieta possua equilíbrio e qualidade no perfil de ácidos graxos e outros nutrientes, aproveitando assim o pleno potencial desta suplementação.

Este texto foi escrito por Bárbara Alves, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br

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