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Microbiota, disbiose e probióticos

O trato digestivo é a maior área de contato entre o ambiente externo e a parte interna do organismo. Neste órgão, habitam em média 10 trilhões de microrganismos, dentre eles, os probióticos.

A palavra probiótico tem origem no latim e significa “para a vida” ou “em favor da vida”; atualmente denomina as bactérias que quando administradas em quantidades suficientes, podem trazer benefícios à saúde do seu hospedeiro.

Muito tempo antes da consciência sobre a existência dos probióticos, o seu consumo já era realizado indiretamente por meio de alimentos fermentados como iogurtes e queijos. Esta associação com as bactérias foi importante para a sobrevivência e evolução do homem e hoje é diretamente relacionada a um bom estado de saúde. Dentre os seus benefícios podemos destacar:

  • Capacidade de digestão e melhor aproveitamento de determinados nutrientes que o organismo humano é incapaz de digerir por conta própria.

  • Controle de infecções, combatendo a presença de microrganismos patogênicos dentro do trato digestivo.

  • Melhora da imunidade, estimulando a produção de células de defesa.

  • Auxilio no controle do metabolismo humano, produzindo substâncias como vitaminas e moléculas que atuam como sinalizadores dentro do corpo.

Mas não existem só amigos vivendo no intestino do homem. Existem também bactérias oportunistas ou patogênicas, que quando se proliferam excessivamente causam disbiose intestinal, fenômeno caracterizado pelo desequilíbrio entre as bactérias benéficas e maléficas, acarretando em danos à saúde, gerando complicações como distensão e desconforto abdominal, gases, enjoos, diarreia ou obstipação (prisão de ventre), problemas de pele, enxaqueca, candidíase de repetição, fadiga e, em casos muito graves, até mesmo infecção generalizada.

A utilização de probióticos é um universo em expansão dentro da área da saúde. Já existem estudos que correlacionam diretamente modificações na composição microbiológica do intestino  com desenvolvimento de doenças metabólicas, como o diabetes, obesidade e até mesmo modificações no padrão comportamental do indivíduo como ansiedade e depressão.

Dentre os fatores que podem contribuir para alterações desfavoráveis na microbiota, destacam-se o uso de antibióticos, o sedentarismo e maus hábitos alimentares.

A alimentação é um dos fatores mais influentes capazes de alterar a composição da microbiota, por isso o tratamento da disbiose envolve modificações no padrão alimentar associadas à utilização de linhagens probióticas específicas.

Procure um nutricionista para avaliar o seu padrão alimentar. Cuide do seu intestino, das suas bactérias e da sua saúde.

 

Este texto foi escrito por Gabriel GDOCbaseado em artigos científicos. Todo o material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.

 

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