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Dormir bem emagrece?

A privação do sono se tornou um hábito comum na atualidade, guiado pelas exigências e oportunidades da sociedade moderna. A longo prazo, a abstinência do sono pode comprometer seriamente a saúde, como envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais, além de perda crônica da memória. A curto prazo, a privação do sono, pode provocar: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.

O sono é controlado por nosso ritmo circadiano, ou relógio biológico, como é popularmente chamado. Esse ritmo controla a liberação de hormônios que nos deixam mais ativos durante o dia e a predominância de hormônios que nos auxiliam a relaxar e controlam a qualidade do sono durante a noite, como a melatonina. A liberação da melatonina sofre interferência da presença ou ausência de luz, a sua síntese depende de fatores nutricionais, como a presença do aminoácido essencial triptofano. Porém, garantir a ingestão de triptofano, apesar de condicionante, pode não garantir uma boa liberação de melatonina, isso porque para a conversão desse aminoácido em serotonina (um precursor da melatonina), são necessárias as vitaminas B6 e B9, além de zinco e magnésio.

Produzido pelas glândulas supra-renais, o cortisol prepara o organismo para a atividade física e cognitiva, nos ajuda a responder às solicitações e aos estímulos. Apesar do pico de cortisol ser maior pela manhã, principalmente ao acordar, pessoas expostas a alto grau de estresse, sedentárias e que apresentam hábitos de vida inadequados,tendem a ter maior produção de cortisol ao anoitecer, o que atrapalha diretamente a liberação de melatonina, pois para acontecer, o ambiente fisiológico precisa estar em um estado de “relaxamento”.

Vários estudos epidemiológicos recentes correlacionam a curta duração e má qualidade do sono com o aumento do índice da massa corporal (IMC) em diferentes populações, isso se dá pela diminuição no metabolismo basal e também por desregulação no eixo hormonal provocada pela privação de sono, redução da liberação de GH (Hormônio do crescimento) e Testosterona, hormônios importantes para promover manutenção da massa magra e diminuição do percentual de gordura corporal. Tais hormônios permitem também comportamentos endócrinos paralelos capazes de alterar significativamente a ingestão alimentar: a diminuição do hormônio anorexígeno leptina, que controla a saciedade e o aumento do hormônio orexígeno grelina, resultando, assim, no aumento da fome e da ingestão alimentar.

Portanto, uma boa noite de sono traz consigo inúmeros benefícios a saúde, diminuindo risco ao desenvolvimento de doenças crônicas, além de promover maior controle da ingestão alimentar, manutenção da massa magra, melhora do sistema imunológico e humor, fatores que tornam o sono um cúmplice fiel do emagrecimento.

Este texto foi escrito por Felipe Cyrino, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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