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Depressão: Onde a Nutrição pode interferir?

A relação entre ingestão alimentar e depressão é bastante significativa. Podemos associar a inflamação e o stress oxidativo diretamente com danos na função cerebral e consequentemente o risco de desenvolvimento da depressão. Além disso, o transtorno depressivo é uma doença que pode causar incapacidade de realizar tarefas cotidianas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a doença com a 2° maior prevalência, ficando apenas atrás das doenças cardíacas.

Os sintomas depressivos estão relacionados com o inadequado funcionamento bioquímico da atividade dos neurotransmissores, notadamente da Serotonina, Noradrenalina e Dopamina. E de fato, a hipótese do funcionamento incorreto dos sistemas de neurotransmissores ganhou mais credibilidade depois que alguns fármacos direcionados para esse eixo foram prescritos e levaram a melhorara da depressão.

Levando em consideração que a alimentação desempenha um papel importante na função cerebral, é recomendado que haja o consumo de nutrientes que tenham uma função neuroprotetora, onde poderá diminuir o risco de um possível desenvolvimento dos transtornos depressivos. Assim, o elevado consumo de antioxidantes, tais como: Vitamina C, Vitamina E, flavonoides e carotenoides contidos na dieta está relacionado diretamente com o menor risco de desenvolver depressão, reduzindo o stress oxidativo e atenuando os danos neurais. No entanto, há diversos fatores que podem influenciar na qualidade da dieta e disponibilidade dos nutrientes necessários, logo, a utilização de um multivitamínico, por exemplo, pode ser interessante para ofertar de modo adequado os micronutrientes fundamentais.  Além do mais, o Ácido Fólico têm alto potencial de proteção neuronal, estudos têm demonstrado que a deficiência de Ácido Fólico está diretamente relacionada com a depressão. Evidências recentes também sugerem que a adição Ômega-3 pode melhorar o humor durante a depressão, já que o Ômega 3 possui propriedades anti-inflamatórias, fundamentais na regulação das emoções e da cognição.

Portanto, a função do Nutricionista é importante tanto para prevenir, quanto para auxiliar no tratamento dessa enfermidade. No entanto, vale salientar que a depressão é uma doença multifatorial, onde além de possuir distúrbios fisiológicos, há alterações comportamentais e sociais, necessitando da intervenção de diversos profissionais de acordo com suas respectivas áreas.

Este texto foi escrito por Luiz Alberto Sena, baseado em artigos científicos. Todo o material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.

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