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Estresse: quais as consequências?

Tido por muitos como um grande mal do século XXI, o estresse é apontado por muitos estudos como responsável pelo desenvolvimento de diversos problemas relacionados a saúde, refletindo inclusive, na composição corporal.

Uma das consequências para a exposição frequente ao estresse é a elevação dos níveis de um hormônio chamado de cortisol. Frequentemente visto de forma negativa e tratado como inimigo, o cortisol é essencial para o bom funcionamento do organismo, responsável por tarefas do nosso cotidiano, como o simples fato de acordar e coordenar o metabolismo dos carboidratos.

Ciclo do cortisol

O período de maior secreção de cortisol, chamado de acrofase, é no turno matutino. Em concomitância, a ação glicorreguladora está ótima, tendo um aproveitamento melhor e mais eficiente das calorias e energia.

No decorrer do dia, os níveis de cortisol vão sendo reduzidos e junto com ele, a glicorregulação também é menor. A informação que se dá é que, diante do quadro e do aproveitamento menos eficaz das calorias, o cérebro sinaliza para o indivíduo que busque fontes de maior densidade calórica, mais especificamente os carboidratos. Então, aquela fome vespertina e a busca por doces, frequentemente relatada pelas pessoas, não é um simples acaso e pode ter interferência direta do cortisol.

Alterações dos níveis de cortisol

Os níveis alterados desse hormônio podem gerar uma serie de consequências negativas para o organismo humano. Entre essas consequências estão a alteração da microbiota intestinal e o consequente comprometimento da imunidade, desregulação dos níveis de testosterona e redução de fatores antioxidantes, resultando em maior stress oxidativo.

Um grande dano sobre a saúde das pessoas é devido ao desbalanço da população de bactérias intestinais. Em outras palavras, há a redução de bactérias benéficas para saúde intestinal, como as bifidobactérias e lactobacilos, e aumento do povoamento das patogênicas, como a E. Coli (Escherichia coli). E isso interfere diretamente na absorção de nutrientes e redução da função imunológica do corpo.

Outra consequência, ainda mais facilmente vista e reclamada, é a alteração da composição corporal. A hiperprodução de cortisol tende: a maior propensão de acumulo de gordura abdominal e visceral; aumento no apetite, levando a maior ingestão de alimentos, especialmente confort foods, açúcar e calóricos; e redução dos níveis de serotonina (conhecido como o hormônio do bem-estar).

Algumas estratégias do ponto de vista nutricional podem colaborar para a manutenção ou a implantação do equilíbrio dos padrões de cortisol, como a oferta vitaminas e minerais, atuando como antioxidantes e reguladores da produção de cortisol; ômega 3, que atua como modulador da inflamação; e os probióticos que equilibram a microbiota e o conteúdo de bactérias intestinais consideradas interessantes para a saúde. Mas para que qualquer abordagem seja eficaz, passará principalmente por alterações no estilo de vida da pessoa.

A melhor forma para avaliar e identificar a estratégia mais adequada para você, é por meio da busca por um nutricionista. Dessa forma o profissional vai, de forma individualizada, traçar a melhor conduta.

Este texto foi escrito por João Pedro Gantois, baseado em artigos científicos. Todo o material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br.

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