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Câncer de mama em homens, é possível?

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células, que passam a se dividir descontroladamente. A incidência do câncer de mama tem aumentado em todas as partes do mundo, fazendo desta doença um dos maiores problemas de saúde pública e uma das principais causas de morte por câncer entre as mulheres. O carcinoma de mama tem sua importância fundamentada por diversos fatores, dentre os quais se destacam alta incidência, elevado índice de mortalidade, dificuldade para se estabelecer o diagnóstico precoce e a escassez de informações quanto ao comportamento biológico.

O que muitas pessoas não sabem é que, apesar de afetar majoritariamente as mulheres, o câncer de mama também pode atingir pessoas do sexo masculino já que os mesmos também apresentam tecido mamário. O risco ao longo da vida de ter câncer de mama é de 1 em 1.000 para homens. Homens com uma mutação genética para a suscetibilidade ao BRCA2 carregam um risco vitalício de 8% de desenvolver câncer de mama e também o de próstata.

Semelhante ao câncer de mama feminino, muitos dos fatores de risco postulados para o câncer de mama masculino sugerem a importância de aspectos antropométricos e hormonais. Dessa forma, observa-se uma relação consistente entre a obesidade e câncer de mama masculino que também tem sido associado a ginecomastia, uma condição relacionada ao excesso de estrogênio, bem como com diabetes, cirrose hepática, hipertireoidismo, cálculos biliares e fraturas ósseas, apesar da menor consistência.

O excesso de energia (obesidade) traz consigo consequências negativas para a saúde, provocando um quadro chamado de síndrome metabólica, onde existe uma relação com outras doenças como hipertensão arterial e diabetes. Na obesidade há uma secreção desregulada de citocinas pró-inflamatórias e adipocinas, como IL-1, IL-6, TNF e leptina do tecido adiposo, e esses fatores desencadeiam respostas críticas para a proliferação/migração de câncer de mama e angiogênese tumoral.

É importante salientar sobre a relevância da prática de exercício físico e uma alimentação adequada para prevenção dessa doença. Dieta balanceada, com alto teor de antioxidantes como a vitamina A e seus precursores (beta-caroteno, licopeno, luteína, etc), vitaminas C, E e selênio é fundamental para neutralizar espécies reativas de oxigênio (também conhecidas como radicais livres), prevenir assim danos celulares ao DNA da célula que podem se tornar irreversíveis e levar a doenças como o câncer. A vitamina D e alguns compostos bioativos como as catequinas do chá verde, especialmente a epigalocatequina galato (EGCG) e a capsaicina, extraída das pimentas já demonstraram influenciar positivamente no combate dessa enfermidade.

A alimentação, sedentarismo e hábitos de vida inadequados podem ser fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença. Portanto,a conscientização é de suma importância! Realize exames e se  consulte periodicamente com profissionais da área, já que estes são os mais capacitados para compreender e solucionar esses problemas.

Este texto foi escrito por Felipe Cyrino, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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