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RESISTÊNCIA INSULÍNICA: Saiba como identificar e tratar

A resistência à insulina (RI) pode ser definida como redução da efetividade da insulina ao ligar-se ao seu receptor. Inúmeras complicações metabólicas estão associadas a RI como fator causal ou decorrente, como Síndrome dos ovários policísticos (SOP), sobrepeso e obesidade, Diabetes Mellitus e doenças cardiovasculares. Saiba mais como identificar e tratar a resistência insulínica.

A RI decorre de vários fatores, como o consumo dietético aumentado, particularmente de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras e açúcares e da influência de outros tecidos, como o tecido adiposo branco, que quando aumentado (em situações de sobrepeso e obesidade) pode gerar inflamação crônica e prejudicar a ação da insulina.

A insulina tem como principal função propiciar a captação de glicose circulante pelos tecidos. Quando isto não ocorre, pode haver quadros de compulsão alimentar, por exemplo. Ademais, a resistência à insulina está relacionada ao aparecimento de lesões acneicas e Achantosis nigricans.

A acne é uma doença inflamatória que atinge glândulas sebáceas e se manifesta no rosto, pescoço, tronco e braços sendo bastante fácil a sua identificação. Já a Achantosis nigricans é bastante pronunciada em pessoas com excesso de peso corporal e é caracterizada por hiperpigmentação e acentuação das linhas da pele, gerando aspecto grosseiro e aveludado geralmente na região do pescoço e axilas. Estas alterações cutâneas prejudicam o bem-estar dos indivíduos e podem ser tratadas com auxílio dietético.

A suplementação de ômega 3 de origem animal e de L carnitina traz benefícios surpreendentes, estes têm um potencial anti-inflamatório e antioxidante, promovem oxidação de gorduras e biogênese mitocondrial, melhorando composição corporal e inflamação sistêmica. O picolinato de cromo também pode ser utilizado, pois age diretamente nos receptores de insulina otimizando/amplificando a resposta, melhorando o metabolismo glicídico e trazendo respostas positivas para redução da compulsão alimentar e até mesmo da circunferência da cintura. As doses preconizadas de ômega 3, L carnitina e picolinato de cromo variam de 2-4g, 500mg a 3g e 200mcg a 1000mcg, respectivamente.

 

Este texto foi escrito por Ismael Oliveira, integrante da equipe de nutrição da SNC-Salvador, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail: nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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