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Biodisponibilidade de Minerais Quelados

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O que é biodisponibilidade?

O termo biodisponibilidade é utilizado na área da Nutrição para avaliar a capacidade de um nutriente ser disponibilizado para o organismo, exercendo alguma função. Ao ingerirmos um alimento considerado fonte de um nutriente alvo, não se deve considerar apenas se o alimento possui em quantidade o nutriente, mas a capacidade do consumo daquele alimento disponibilizar o nutriente. Essa capacidade depende de alguns fatores endógenos e exógenos. Como fatores exógenos podemos citar a composição do alimento (os outros nutrientes e compostos) e a composição da refeição inteira (os outros alimentos na refeição). Já exemplos de fatores endógenos estão o estado nutricional do nutriente (se há estoque cheio ou depletado) e o estado fisiológico do indivíduo (idade, disbiose, alguma enfermidade ou processo cirúrgico). Qualquer um destes fatores pode piorar ou melhorar a biodisponibilidade de um nutriente.

Pesquisa sobre a biodisponibilidade

Avaliar a biodisponibilidade de minerais em humanos é uma tarefa difícil, pois muitos destes nutrientes são armazenados em tecidos, sendo necessário a realização de biópsias, método muito invasivo. Por isso, muitos estudos sobre a temática são realizados com animais (ratos, porcos e peixes).

Atualmente, com o avanço da área da Nutrição, a suplementação de minerais tem ganhado campo em relação aos medicamentos no tratamento e prevenção de diversas enfermidades, já que em doses seguras, os minerais não possuem efeitos colaterais. Com isso, entender os fatores que afetam a biodisponibilidade de diferentes estruturas de minerais é fundamental, principalmente no que tange o mecanismo de efeito no tecido alvo, para que haja um benefício clínico na estratégia adotada.

Minerais quelados/quelatos

Segundo a ANVISA, o conceito de minerais quelados/quelatos é: “compostos formados pela ligação de um metal a compostos orgânicos em mais de um sítio de ligação, outras utilizam o termo, de forma mais específica, para denominar o composto formado pela ligação de um metal a aminoácidos.” Essa associação, principalmente com aminoácidos, tem sido bastante investigada pela probabilidade de aumentar a disponibilidade de um mineral para tecidos específicos de acordo com o aminoácido. Estudos recentes com ratos mostraram que, a depender da estrutura, o magnésio pode ficar mais disponível para o cérebro (quando na forma de acetil taurato de magnésio) ou para o músculo (quando na forma de citrato de magnésio). Espera-se muito desta área de pesquisa nos próximos anos, pois há muita evidência correlacionando deficiência de minerais com doenças que até pouco tempo eram tratadas exclusivamente com medicamentos.

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Este texto foi escrito por Henrique Avena, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.

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